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PÊNIS CURVO - PEYRONIE

O QUE É OU QUEM FOI PEYRONIE ??

François Gigot de la Peyronie (15/01/1678 - 25/04/1747) foi um cirurgião francês nascido em Montpellier, na França. Estudou Filosofia e Cirurgia em Montpellier e em 1695 foi diplomado “cirurgião barbeiro”. Continuou seus estudos  em Paris no “Hôpital de la Charité” sob a coordenação do eminente professor e cirurgião Georges Mareschal. Retornando a Montpellier, foi conferencista de Anatomia e cirurgião chefe ho dospital “Hotel Dieu”. Em 1714 voltou a Paris como cirurgião-maior do “Hôpital de la Charité”. Após a morte do Professor Mareschal em 1736, Peyronie tornou-se o primeiro cirurgião do Rei Louis XV. Peyronie foi também fundador da Real Academia de Cirurgia. Quatro anos antes de sua morte, Peyronie descreveu uma afecção cuja característica era o endurecimento dos corpos cavernosos do pênis. Esta síndrome é atualmente conhecida como DOENÇA DE PEYRONIE.

 

POXA, QUE ESTRANHO !!! NÃO PARECE QUE ESTÁ MEIO TORTO??

Esta é a clássica frase de constatação que a doença de Peyronie apareceu! O homem, durante ou após o sexo, percebe que tem algo diferente em seu pênis e pergunta a sua companheira. Ela delicadamente, com aquele olhar de desalento, tenta desconversar ; “imagine, nem notei, talvez sempre tenha sido assim e nós nunca notamos”. Assim começa a saga daqueles que passam a apresentar a Doenca de Peyronie.

Bem mais comum do que possamos imaginar, a Doença de Peyronie caracteriza-se por uma fibrose dos corpos cavernosos do pênis ou de sua cápsula (Albugínea). Esta fibrose, a medida que se intensifica cria um efeito de “arco” de um “arco e flecha”. Isto entorta o pênis criando inicialmente dificuldade de penetração do pênis na vagina por desvio do eixo do pênis. Como a doença é evolutiva, com o tempo a fibrose atinge o interior dos corpos cavernosos, entupindo a passagem do sangue dentro deles, causando dificuldades na rigidez do pênis.

 

 

MEU CONSELHO A VOCÊ:


Quando perceber que seu pênis está começando a entortar, não espere que tudo se arrume sozinho, pois não irá! Procure o especialista o quanto antes. Um tratamento precoce pode ser útil para estabilizar a curvatura impedindo que ela se torne tão grande que o sexo fique impraticável!!

COMO O PÊNIS ENTORTA??

O processo mecânico / anatômico que faz o pênis entortar (ficar curvo) na Doença de Peyronie, não é difícil de ser compreendido. Vou aqui tentar ser didático utilizando, por vezes, de comparações simples.

 

 

Inicialmente é importante conhecer a anatomia. O pênis é composto de 3 cilindros: 1 deles por onde passa a uretra chamado de Corpo Esponjoso; 2 deles chamados de Corpos Cavernosos que é onde entra o sangue, durante o processo de excitação sexual, criando uma distensão interna que é limitada, na sua expansão, pela elasticidade da Cápsula Albugínea, resultando na rigidez do pênis ou ereção.

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora vamos às analogias:

 

 

 

 

 

A BEXIGA (BALÃO): Tomemos inicialmente um balão de borracha em formato tubular como uma lingüiça. Este balão, quando desinflado, tem o formato alongado reto. Ao inflá-lo, o balão irá crescer em comprimento e diâmetro, além de passar a apresentar uma certa rigidez que não existia quando ele estava vazio. Se agora tomarmos o mesmo balão e antes de inflá-lo colocarmos uma fita adesiva em sua lateral. Ao inflar o balão, a fita não permitirá que aquela parte da borracha, onde ela está aderida, se distenda. Isto irá causar um entortamento, uma curvatura do balão inflado, para o lado da fita adesiva. Neste caso, a analogia com a Doença de Peyronie é a fibrose da Cápsula Albugínea que corresponde à fita adesiva.

 

 

 

 

 

 

A MOLA : Da mesma forma que uma simples mola, o pênis tem linhas de força que se expandem e se contraem segundo a ereção e a flacidez. E estas são reguladas pela quantidade de sangue que dentro dele entra. Se tomarmos uma mola, em pé sobre uma superfície, e a soltarmos, ela irá expandir-se. Se, agora, colocarmos um clipe na lateral da mola e depois disto a deixarmos expandir-se, ela não irá apresentar a mesma expansão na lateral presa pelo clipe. isto levará a mola a curvar-se para o lado do clipe. Neste, caso, a analogia com a Doença de Peyronie é a fibrose da Cápsula Albugínea que corresponde à fita adesiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Todo tratamento em medicina só deve ser realizado quando a doença incomoda o paciente ou põe em risco a vida dele. No caso da Doença de Pryronie, o mesmo ocorre. Existem muitos homens no mundo com o Pênis um pouco curvo, porém mantendo vida sexual perfeitamente normal. Estes são casos onde não devemos tratar a Doença de Peyronie, mas, somente acompanhar a sua evolução.

Nas seguintes situações clínicas, a Doenca de Peryronie merece algum tipo de tratamento médico:

 

- dor no ato sexual (antes, durante ou depois)

 

- curvatura do pênis que atrapalha a penetração

 

- curvatura progressivamente mais pronunciada com o tempo

 

- impotência

QUANDO TRATAR?

OBJETIVOS DOS TRATAMENTOS

O objetivo do tratamento da Doença de Peyronie, varia segundo os sintomas que levaram a necessidade de tratamento: dor, curvatura, impotência.

Na escolha do tratamento, deve-se ter em mente que devemos iniciar sempre a partir do tratamento mais conservador, somente lançando mão de tratamentos invasivos quando realmente necessário.

Devemos também ter em mente que o tratamento é dirigido apenas ao que incomoda o paciente, não necessariamente à doença como um todo. Em outra palavras, tome-se como exemplo um paciente incomodado pela dor, somente a dor deverá ser tratada, não a curvatura.

Em resumo, quando a Doença de Peyronie necessita de tratamento, este deve ser iniciado pela estratégia mais conservadora possível para o caso, tendo como objetivo tratar apenas o sintoma que incomoda o paciente.

O TRATAMENTO CLÍNICO

Durante as últimas décadas, várias foram as propostas e os estudos sobre tratamentos clínicos para a Doença de Peyronie. Desde antifibróticos como o POTABA (potássio, aminobenzoato) até mesmo infiltração transcutânea de diferentes produtos sobre a placa de fibrose (Verapamill corticóides, entre outros).

 

Em minha experiência, o tratamento clínico ideal não existe. O objetivo de reverter a curvatura não deve ser almejado neste caso.

O tratamento clínico, em minha forma de ver,  deve preencher apenas  um ou mais dos abjetivos abaixo:

 

- estabilizar a progressão da curvatura,

 

- diminuir a dor durante a erecão,

 

- permitir uma maior "flexibilidade" da curvatura no momento da penetração, sem contudo, atrapalhar a rigidez. Explicando melhor isto, significa usar medicamentos que tornem a placa de fibrose que faz a curva no pênis, menos rígida, sem alteração da rigidez total do pênis. Quando isto ocorre, o pênis permanece com a mesma curvatura quando rígido fora da vagina, porém, durante a penetração, o pênis  "endireita" (retifica), aliviando o desconforto durante o ato.

O TRATAMENTO CIRÚRGICO

Quando a cirurgia torna-se necessária, vários métodos existem para a correção da curvatura bem como da impotência que pode existir concomitantemente.

 

Nos casos onde apenas a curvatura necessita ser corrigida, dois princípos técnicos são utilizados nas cirurgias , com variantes pessoais na técnica, segundo cada cirurgião. São eles:

 

a) TÉCNICA DE NESBIT a qual consiste em uma plicatura (costura) do corpo do pênis no lado convexo da curvatura, para "puxar" o pênis para o eixo novamente.

Este método, geralmente encurta um pouco o pênis, após desentortá-lo.

 

b) TÉCNICA DO RETALHO  a qual consiste na retirada da placa de fibrose e colocação de um tecido sintético ou biológico para tapar o "buraco da cápsula" onde ficava a fibrose. Os tecidos biológicos como o pericárdio bovino (usado para fazer vávulas cardíacas) vêm sendo

bastante utilizados.

TÉCNICA DE NESBIT

TÉCNICA DO RETALHO

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